O pai que tinha 17 anos e ficou.
O Roberto tem 28 anos. A filha, a Isa, tem 11.
Ele teve a menina aos 17. Era quase uma criança criando outra.
A mãe foi embora quando a Isa nasceu, com medo do que iam falar.
Muita gente achou que ele fugiria também. Ele ficou, e foi pai e mãe por onze anos.
Na queda, ele virou o escudo dela.
Na noite do incêndio, o fogo trancou a porta. Não havia saída.
Ele enrolou a Isa num cobertor e pulou do segundo andar, com ela nos braços.
No ar, girou o corpo para cair de costas e usou a si mesmo como colchão.
O escudo funcionou: a Isa sobreviveu. Mas o escudo se quebrou.
Agora os dois estão numa cama de hospital.
Foram 60% do corpo queimado e a coluna fraturada em três lugares.
Ele sente dor o dia inteiro e não pode tomar analgésico forte: a fumaça comprometeu o pulmão.
Ontem, na troca do curativo, ele mordeu um pano para não gritar — para a filha não ouvir.
A Isa sobreviveu, mas também se queimou. Os dois precisam de enxerto de pele.
Ele tem 30 dias. Ela tem 45.
Se a coluna não for operada em 30 dias, os nervos morrem e ele não anda mais.
Se o enxerto não sair em 45 dias, a queimadura infecciona — e infecção em quem perdeu 60% da pele mata.
Pelo SUS, a fila do enxerto de qualidade passa de cinco meses. Eles não têm esse tempo.
O tratamento dos dois custa 95 mil reais. É o que separa a Isa de crescer sem o pai.
Coloque ele na frente. Pelo menos uma vez.
Esse pai passou a vida inteira colocando a filha na frente. Mesmo quando doía. Mesmo quando quebrava.
Agora ele precisa que alguém coloque ele na frente. Com R$30, você paga um centímetro de pele nova, para o pai ou para a filha.
Ajude o Roberto e a Isa a voltarem a viver. Hoje, você pode ser a esperança dos dois.
Quero ajudar o Roberto e a Isa